13 de dezembro de 2008

suave murmúrio

Julgas que tudo vês e nem me enxergas.
Nem me imaginas em teu redor, pela noite,
Porque te finto a respiração e não me sentes.
Madrugo pelo teu território quando é escuro.
Madrugo despido, nessas trevas,
Pernoito ao teu colo e não dás conta.
Sou o teu fantasma que não te assombra.
Um espírito que não te quer mal.
Uma entidade que te saboreia os lábios,
Que te sussurra docemente,
Que suspira o teu nome ao ouvido,
E a única reacção que te provoca,
É um largo suspiro de saudade.
Esse eco nostálgico do coração.